Ian “shaW” Jardim, treinador da FURIA, abriu o jogo em entrevista exclusiva para o VZone após a queda para a chave inferior do VCT Americas 2026. A FURIA perdeu para a Leviatán por 2 a 1 na última quinta-feira (14), em uma série marcada por inconsistência e queda de rendimento nos momentos decisivos da partida.
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O resultado colocou a equipe em situação delicada na competição. A virada da Leviatán teve como ponto culminante um devastador 13 a 1 na Pearl, mapa que seria decisivo na série e que expôs as dificuldades da FURIA em manter o nível de jogo ao longo dos três mapas disputados na noite.
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“A PIOR DERROTA DA FURIA”
Ao ser questionado sobre a série, shaW não poupou palavras para classificar o que aconteceu em quadra. O treinador afirmou que o resultado foi o pior que viveu desde que assumiu o comando técnico da equipe, colocando a derrota acima de qualquer outra que tenha sofrido no período de franquias do VALORANT competitivo.
“Cara, essa foi a pior derrota da FURIA. Acho que foi se pá a pior derrota da minha carreira”, declarou shaW, que ainda completou: “Com certeza foi a pior derrota dessa FURIA.” O treinador disse que precisa rever a comunicação do time, identificar onde esteve o gap e separar o que foi mérito do adversário do que foi erro próprio da equipe.

PESO PSICOLÓGICO E FALTA DE ADAPTAÇÃO
Para shaW, o problema central da série não foi técnico, mas sim emocional. O treinador avaliou que a Breeze — mapa vencido pela FURIA — foi jogada em um nível muito bom, o que tornou ainda mais dolorosa a atuação nos outros dois mapas. Split e Pearl eram considerados pontos fortes do elenco, mas o time jogou de forma lenta e previsível.
“Esses dois mapas eles sempre foram mapas muito consistentes nossos. Porque a gente tornava o mapa muito dinâmico. Não era fácil de ler as nossas ações no mapa. E eu acho que hoje a gente jogou o oposto disso. Acho que hoje ficou tudo muito fácil para o adversário”, analisou o treinador, que atribuiu a queda de rendimento a questões psicológicas e à falta de adaptação dentro dos mapas.
AS PAUSAS TÁTICAS E O CONTROLE EMOCIONAL
Outro ponto que chamou a atenção de shaW foi o uso massivo das pausas táticas ao longo da série. O treinador revelou que essa foi a primeira vez em sua trajetória nas franquias em que precisou pausar tantas vezes e de forma tão precoce, utilizando duas pausas no mesmo half tanto na Split quanto na Pearl, na tentativa de frear o adversário e recuperar o controle emocional dos jogadores.
“Acho que a primeira série na minha carreira aqui nas franquias que eu tive que pausar tantas vezes e tão rápido”, admitiu shaW. Na Breeze, em contraste, ele não precisou acionar nenhuma pausa sequer. O treinador explicou que saber se adaptar às situações adversas é fundamental quando se joga no mais alto nível, e que entrar no jogo sem capacidade de leitura e ajuste leva inevitavelmente à derrota.
FURIA JOGA NESTE SÁBADO PELA SOBREVIVÊNCIA
Apesar do baque, a FURIA não está eliminada. O time volta a jogar neste sábado (16) contra a NRG, em partida que vale a permanência na competição. shaW reconheceu que não há muito material técnico a estudar da derrota para a Leviatán, já que as falhas foram majoritariamente de ordem psicológica, e que o foco agora precisa estar em recuperar a mentalidade da equipe antes do confronto decisivo.



