A FURIA anunciou nesta segunda-feira (17) o encerramento de seu projeto inclusivo de Counter-Strike e confirmou a entrada da equipe no competitivo de VALORANT. A mudança marca uma nova fase para as jogadoras, que deixam o CS2 após anos defendendo a organização para buscar novos desafios no FPS da Riot Games.
A organização comunicou a decisão por meio das redes sociais e encerra, assim, um dos projetos inclusivos mais tradicionais do cenário brasileiro de Counter-Strike. A equipe vinha competindo no CS2, do qual foi a última campeã mundial da modalidade, e agora passa a concentrar seus esforços no ecossistema competitivo de VALORANT.
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FURIA DEIXA CENÁRIO FEMININO DE COUNTER-STRIKE
A trajetória da FURIA no Counter-Strike inclusivo é marcada por uma presença de longa duração e por resultados relevantes no cenário nacional e internacional. A organização acumulou participações em competições como a ESL Impact League e outros torneios importantes voltados ao cenário feminino.
Em sua passagem mais recente pelo CS2, o elenco contou com nomes conhecidos da modalidade. A formação registrada ao longo de 2026 teve cinco jogadoras:
Bruna “bizinha” Marvila
Gabriela “Gabs” Freindorfer
Izabella “Izaa” Bieberbach Galle
Karina “Kaah” Takahashi
Lucia “lulitenz” Dubra
A equipe disputou 13 partidas em torneios durante 2026. Entre as competições estavam a CCT South America 2026 Series #1, a ESL Challenger League Season 51: South America e diferentes etapas da CCT sul-americana.
O projeto também possui uma história expressiva em premiações e audiência. A FURIA Female registra mais de US$ 59 mil em premiações no CS2 e chegou a atingir pico superior a 102 mil espectadores em transmissão da ESL Impact League Season 7.
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PRÓXIMA PARADA: VALORANT
Com o encerramento da equipe de CS2, a FURIA passa a apostar novamente no VALORANT inclusivo. A organização já possui histórico na modalidade e manteve anteriormente uma equipe feminina que disputou torneios do circuito Game Changers brasileiro.
A movimentação representa também uma mudança de cenário para as atletas, especialmente porque algumas delas já possuem experiência anterior no FPS da Riot Games. Bizinha, por exemplo, já havia migrado para o VALORANT em 2022 antes de retornar ao Counter-Strike e posteriormente defender novamente a FURIA.
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O movimento acontece em um momento de crescimento e consolidação do VALORANT inclusivo no Brasil. O circuito Game Changers oferece às organizações uma estrutura competitiva dedicada, enquanto equipes tradicionais continuam investindo na modalidade para disputar torneios nacionais e buscar espaço no cenário internacional.
A FURIA ainda não detalhou publicamente todos os passos da transição, portanto informações como comissão técnica, estreia e calendário devem ser confirmadas em novos anúncios. O movimento, porém, já estabelece o fim da atual fase da equipe feminina no Counter-Strike e o início de uma nova jornada no VALORANT.



