Miguel “Bati” Batista, auxiliar técnico da LOUD, classificou a vitória por 2 a 0 sobre a G2 Esports nesta sexta-feira (7) como o grande jogo da LOUD na atual campanha do VCT Americas 2026. Em entrevista exclusiva concedida ao VZone logo após a partida, o treinador comentou os bastidores da preparação da equipe e detalhou os fatores que definiram o resultado dentro do servidor.
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O confronto contra a G2 Esports aconteceu pela segunda etapa do VCT Americas 2026, e praticamente garantiu à LOUD uma vaga direta nos playoffs da competição. A vitória teve dois cenários bem diferentes, com um primeiro mapa disputado ponto a ponto na Sunset e um segundo totalmente dominado pela equipe brasileira na Lotus.
JOGO APERTADO NA SUNSET, DOMÍNIO NA LOTUS
Questionado sobre a discrepância entre os mapas, Bati foi direto ao explicar o que aconteceu na Sunset. “Eu acho que a Sunset foi tão apertada porque eles vieram com antistrat, sendo o mais sincero. Nós começamos mal o ataque por causa disso e depois tivemos que pausar para dar aquele counter. Eles estavam jogando de Chamber e meio ‘cuidado, temos que usar mais utilidade, não podemos jogar tanto no contato'”, revelou o auxiliar técnico.
Sobre os pontos que fizeram diferença no placar da Sunset, o treinador foi direto ao comentar a defesa da equipe. “Perdemos um force e perdemos outro force. Se nós não tivéssemos perdido esses dois forces, acho que teríamos ganhado por um 13 a 8 ou 13 a 10, por aí. E na Lotus não houve história, nós jogamos muito bem”, disse Bati sobre a diferença entre os dois mapas da vitória.
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ERDE E LUKXO SÃO DESTAQUES DA LOUD
Sobre a atuação de Roberto “erde” Lobos, apontado por muitos como o nome do confronto, Bati resumiu o motivo do sucesso do capitão. “Ele só seguiu a preparação que eu e o Roma fizemos. Ele teve boas leituras no mid-round, acho que ajudou muito nas entradas dos bombs para ser decisivo. Ele não complicou, sendo o mais sincero possível. Não inventou de começar a fazer fakes nem nada disso. Manteve a linha dele”, afirmou o treinador.

Já sobre Lucca “lukxo” Travaioli e o domínio de Chamber, Bati foi enfático ao justificar a escolha da equipe pelo agente. “Ele é muito bom no jogo individual, muito bom em buscar kills, isolar duelos e jogar de Operator. Por isso acho que fez todo o sentido ele jogar nessa função em alguns mapas”, declarou o auxiliar técnico da LOUD sobre a confiança depositada no jogador ao longo da temporada.
LOUD PREPARA CONFRONTO DECISIVO CONTRA A 100 THIEVES
Bati explicou como funciona a preparação da LOUD em uma semana com dois adversários diferentes pela frente. “A preparação foi feita desde o início da semana, desde sábado, no dia seguinte ao jogo contra a Cloud9. Nós preparamos a semana para jogar contra a G2 e contra a Sentinels. Não pode ser só agora, neste próximo dia em que vamos jogar. Foi feita durante a longa semana e é isso”, disse o treinador.
Sobre a importância de fechar a fase de grupos como seed 1 dos playoffs, Bati foi categórico. “É muito melhor, honestamente, porque tira todo o estresse de ter que jogar os play-ins. Como seed 1 é ainda melhor, porque passamos direto para as semifinais e ficamos a apenas uma vitória do internacional. O objetivo principal é chegar ao Champions”, avaliou o auxiliar técnico da LOUD.
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LUCAS “BAJE” TEM PAPEL CENTRAL NA MENTALIDADE DO ELENCO
Ao falar sobre como a comissão técnica trabalha a cabeça de um elenco jovem, Bati destacou o trabalho do psicólogo e performance coach Lucas “Baje”. “É aí onde entra muito o trabalho do nosso psicólogo e performance coach. Ele faz um trabalho muito bom com os meninos. É jogar jogo a jogo, round a round, mapa a mapa, e fazê-los perceber que o presente é o mais importante”, disse Bati.
Ao encerrar a entrevista, Bati deixou um recado direto para a torcida da LOUD. “Queria agradecer pela torcida. Vocês são uma torcida muito boa e fazem com que nos sintamos especiais. Gostaria muito que continuassem apoiando e confiando no processo. Nós trabalhamos todos os dias, a toda hora, às vezes até demais. É só confiarem”, afirmou o auxiliar técnico.



