A LOUD foi eliminada do Stage 1 do VCT Americas 2026 após ser derrotada pela 100 Thieves neste sábado (16), e Miguel “Bati” Batista, auxiliar técnico da equipe, não poupou autocrítica ao analisar o desempenho do time na partida. Em entrevista ao VZone logo após o confronto, o treinador apontou falhas defensivas, falta de liderança em momentos decisivos e um time que acabou jogando no ritmo do adversário.
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A eliminação marca o encerramento da participação da LOUD na primeira etapa da temporada, mas a equipe já tem os olhos voltados para os próximos compromissos. A organização ainda vai disputar o classificatório da EWC em breve e terá mais tempo para se preparar para o Stage 2, onde Bati acredita que o time pode mostrar uma versão muito mais sólida.
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PROBLEMAS DEFENSIVOS E FALTA DE LIDERANÇA
Bati explicou que a equipe perdeu as leituras de jogo ao longo da partida e acabou sendo condicionada ao estilo da 100 Thieves. O auxiliar técnico detalhou o que aconteceu, especialmente no mapa Breeze:
“Honestamente, acho que estávamos um bocado com mais leituras de jogo no geral. Deixámos de ser um bocadinho condicionados para o que eles estavam a fazer e parámos de ter leituras de jogo que são normais nós termos. Por exemplo, na Breeze, nós jogámos muito bem no início do tempo e eles não estavam a bater no meio. Depois escutaram pontes e nós não estávamos a defender os sides nem a dar face de retake. Estávamos a morrer muito sozinhos.”
Além dos erros táticos, o nervosismo também pesou. Bati apontou a ausência de liderança na fase defensiva como um dos maiores problemas do time na partida:
“Cara, nós estávamos um bocadinho nervosos. Não estávamos a jogar muito o nosso jogo. Estávamos a hesitar em todas as decisões. Estava a haver pouca liderança, principalmente na parte da defesa. Ninguém pedia ultimate para ir com ele, para puxar alguma coisa, para ser proactivo. Só estávamos à espera que eles jogassem.”
O auxiliar técnico resumiu o problema central da atuação da LOUD com uma frase direta:
“E eles, ao invés de nós jogarmos o nosso jogo, estávamos a jogar o jogo deles. E é difícil. Quando tu tentas constantemente estar a jogar o jogo deles e não segues a tua linha, é difícil.”
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EVOLUÇÃO DESDE O KICKOFF E DIFICULDADES DE ADAPTAÇÃO
Apesar da eliminação, Bati reconhece que houve uma melhora clara em relação ao Kickoff e pede confiança no processo que está sendo construído pela equipe:
“Houve uma clara evolução. Isso todo mundo consegue perceber. Acho que nós melhoramos e ajustamos muita coisa fora do jogo e dentro do jogo, o que não havia no Kick-off. E realmente nós estamos a construir algo. É acreditar no processo. Na realidade é isso. Sabemos que estamos a fazer as coisas bem. Os treinos no geral correm bem, estamos a melhorar muita coisa, mas as coisas demoram tempo. Não é de um dia para o outro que as coisas mudam, é a realidade.”
Um dos principais entraves apontados por Bati foi a instabilidade no comando técnico, com trocas entre ele e Roberto que dificultaram a preparação do elenco:
“Tivemos pouco treino com o Roberto porque depois tivemos que trocar para mim, depois para o Roberto, e é difícil. São sete mapas, o mapa muda, as compras mudam, as metas mudam e é muita coisa.”

PREPARAÇÃO PARA A EWC E PLANOS PARA O STAGE 2
Com o Stage 1 encerrado, o foco da LOUD agora é a EWC. Bati deixou claro que o trabalho é diário e que o aspecto mental será fundamental para a recuperação do time:
“É todo dia trabalhar. Resolver erros, resolver, criar planos de jogo, criar coisas novas, entender melhor os mapas. Não há muito que mude drasticamente em duas semanas, mas parte mental e parte de nervosismo. Entender como é que nós queremos entrar nos jogos, como é que não queremos entrar. E é isso, é falar, falar, falar. Tentar perceber o que é melhor para cada um no geral e jogar o jogo.”
Para o Stage 2, Bati demonstrou confiança de que a LOUD terá tempo suficiente para construir algo mais consistente e apresentar uma versão melhor do time:
“Espero que para o Stage 2 e para a EWC nós consigamos trazer uma melhor cara. A EWC é já, mas ainda faltam duas semanas. E para o Stage 2 ainda falta muito tempo. Acho que 100% conseguimos construir algo que consiga dar frutos.”



