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Spacca opina sobre internacionalização das equipes brasileiras: “Pode ser o melhor caminho”

Caster da Riot divulga suas opiniões acerca do mercado de transferências do VALORANT brasileiro, segundo rumores das últimas semanas

Guilherme “Spacca” Spacca veio a público tecer opiniões sobre o futuro das organizações brasileiras no VALORANT. Conforme rumores, a próxima temporada competitiva do jogo terá uma massiva mudança nas equipes nacionais, que deverão optar pela internacionalização do elenco, indicando a preferência por atletas norte-americanos, europeus ou do LATAM.

Em vídeo publicado em seu canal pessoal no YouTube, Spacca indica que essa movimentação no mercado brasileiro mostra que as organizações estão crentes que internacionalizar o elenco “pode ser o melhor caminho possível para ter um resultado melhor” no VCT Americas e demais competições.

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TRÊS PONTOS DE ATENÇÃO

O caster da Riot Games aponta três motivos como os principais problemas que levam as organizações a tomarem medidas drásticas no elenco. Em primeiro lugar, Spacca destaca os vistos norte-americanos como a dificuldade de maior destaque no atual cenário brasileiro.

“Não é de hoje que atletas de esports do Brasil têm problemas com vistos americanos. Desde o CS a gente tem esse problema de visto e não tem o que fazer. A Riot tem o VCT Americas em Los Angeles, a sede é lá, mas as organizações brasileiras cansaram disso… Não dá mais para as organizações brasileiras dependerem do governo americano para emissão de visto” — Disse.

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Na sequência, Spacca elenca a inexperiência dos jogadores brasileiros como uma dificuldade encontrada pelas equipes. O caster diz que “Tem um fator ‘falta de experiência de vida’ para jogadores brasileiros quando saem daqui e vão para Los Angeles. O salto de carreira de um cara que está ganhando dois, três mil reais no Challengers e vai para Los Angeles ganhar 30 mil ou até mais, o cara se vislumbra”.

Conforme fala sobre a falta de dedicação de alguns jogadores que se destacam no Brasil, Spacca lembra que o país está longe das melhores organizações do VCT Americas. “A gente não é a G2, a gente não é a Sentinels, estamos longe disso. Olha os times brasileiros no nível que a gente tem no Americas e o quanto a gente tem dificuldade de vencer uma EG, de uma 100Thieves. Não da para comparar”.

FALTA NÍVEL NO CHALLENGERS BRAZIL?

Por fim, Spacca diz que o terceiro ponto primordial para as equipes brasileiras deixarem de olhar para o cenário local e partir para contratação de jogadores estrangeiros, se dá pelo fato do nível competitivo do Brasil estar abaixo do que se espera para o Tier 1 da modalidade.

“Eles entendem que hoje, o nível da liga, não existe nenhum jogador que está jogando o VCB, que não seja uma aposta. Nenhum jogador você vai colocar e falar ‘Se eu trouxer essa base de time de VCB que jogou muito bem, eu pelo menos pego playoffs do Americas’, não tem isso” — Comentou.