Eduardo “Sato” Nagahama abriu o jogo sobre a vitória da Leviatán sobre a Cloud9 por 2 a 0, conquistada no último domingo (12), e admitiu que carregava um receio especial antes de entrar em quadra. O brasileiro, que integra o elenco da organização argentina no VCT Americas, conversou com exclusividade com o VZone logo após o confronto.
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A partida teve um sabor diferente para Sato por conta de um histórico de derrotas nos treinos contra a Cloud9, ainda na época em que ele defendia as cores da M80. Para ele, superar esse adversário representava muito mais do que um simples resultado no campeonato.
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AFLIÇÃO PESSOAL VIROU COMBUSTÍVEL
“Mano, sinceramente, eu estava com um pouquinho de medo. Eu acho que a Cloud9 é um dos times que eu mais tenho uma aflição de enfrentar”, declarou o jogador. Segundo ele, quando estava na M80, o time conseguia competir bem contra a G2 em seu melhor momento, mas sempre tomava “um pau” quando enfrentava a Cloud9, o que transformou o duelo em uma disputa pessoal ao longo do tempo.
Para virar esse jogo mental, Sato destacou a importância de mudar o foco durante a partida. O duelista afirmou que a chave foi deixar de pensar no adversário e se concentrar nas próprias forças: “ao invés de pensar ‘esses caras são muito bons’, você foca no que você tem que fazer. Porque assim você vai se sair melhor.” A abordagem funcionou, e o jogo foi descrito pelo próprio como “muito clean”.

VITÓRIA NÃO APAGA A AUTOCRÍTICA
Mesmo satisfeito com o resultado, Sato não poupou críticas ao próprio desempenho em determinados momentos da partida. Ele citou um round específico no mapa Haven, em uma situação de 5×4, em que ele e outro jogador morreram após uma jogada arriscada com o Spike. O episódio foi rapidamente apontado pela equipe como algo a ser corrigido, mesmo com a vitória já garantida.
Essa postura de aprendizado contínuo é, segundo o jogador, parte da cultura da Leviatán. “Sempre tem coisa para mudar, sempre tem coisa para melhorar. Mesmo na vitória, a gente está sempre se cobrando”, ressaltou Sato, deixando claro que a mentalidade do grupo vai além dos resultados imediatos.
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CONFIANÇA NO CAMINHO PARA O MUNDIAL
A vitória sobre a Cloud9 também reforçou a confiança de Sato no potencial da equipe para a temporada. Ele relembrou que a Leviatán havia perdido para a Cloud9 no Kickoff – o que classificou como “talvez a nossa pior derrota desde que essa line começou” –, mas também destacou que o time chegou a essa revanche com uma mentalidade completamente diferente, mais calma e sem se intimidar.
Com os olhos no Mundial, Sato não escondeu a ambição: “Se a gente continuar aprendendo e evoluindo a cada partida, eu realmente acredito que a gente pode ir para o Mundial e ganhar”, afirmou o duelista, que também comentou sobre a possível convocação para a seleção brasileira. Sem descartar a chance, ele disse que ficaria muito feliz se isso acontecesse e que adoraria trabalhar novamente com o coach Shaw.



