No início do ano, a Riot Games anunciou que o ecossistema em torno do VALORANT muda a partir de 2023. A reforma começa com a fundação de três ligas internacionais nas Américas, Europa e Ásia. Essas três competições incluem um número limitado de vagas, destinadas as equipes que vão ser “parceiras” da desenvolvedora.
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Para participar do sistema de liga fechada, ou sistema de franquias, as organizações interessadas precisam passar por uma aprovação, feita por meio de inscrições. Pensando em impressionar a Riot Games, algumas dessas organizações inovaram nessa etapa.
Vencedora do último VALORANT Challengers norte-americano, a The Guard reproduziu o logotipo da organização ao lado do logotipo do VALORANT no telhado do SoFi Stadium em Los Angeles. Para registrar as imagens, a The Guard contratou um helicóptero para sobrevoar e fotografar o telhado e anexou tudo em sua inscrição.
O grupo de proprietários da equipe é o Kroenke Sports & Entertainment, que também é dono dos Los Angeles Rams e do Denver Nuggets, clubes de futebol americano e basquete respectivamente. Vice-presidente da Kroenke Sports & Entertainment, Alex Rubens disse ao Washington Post que “para nós, é uma indicação do que podemos fazer no futuro”.
A The Guard espera envolver seus fãs em Los Angeles. Para isso, a organização colocou disponível o SoFi Stadium e o YouTube Theatre. “Sempre depende da Riot onde eles vão colocar seus eventos. Obviamente, achamos que esses dois locais são realmente ótimos lugares onde eles poderiam colocá-los”, disse Alex.

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Outra que inovou no momento da inscrição foi a Evil Geniuses. A organização não foi tão longe como a The Guard, mas entregou à Riot Games uma cópia física de sua inscrição, incluindo alguns brindes da equipe. Apesar disso, o principal ficou por conta do digital.
Em um conjunto de slides, a EG mostrou um site interativo no qual a equipe da organização, ilustrada para se parecer com agentes do VALORANT, narra o conteúdo da apresentação. O site inclui modelos de possíveis skins e cosméticos da organização e dá para a Riot uma prévia do que a Evil Geniuses planeja anunciar nos próximos meses.
“O site é super divertido. É tipo, passe o mouse sobre isso, clique aqui, pressione aqui para ouvir o som, easter eggs aqui”, disse Nicole Jameson, executiva da Evil Geniuses, também ao Washington Post. “Talvez nós vamos compartilhá-lo se chegarmos mais longe”, completou.
Ao contrário de outras ligas franqueadas, no VALORANT as organizações não precisaram desembolsar nenhuma quantia para realizar suas inscrições e tampouco vão precisar pagar pela participação no sistema fechado. Cofundador e COO da XSET, Marco Mereu elogiou a desenvolvedora quanto a esse aspecto.
“Quando conversei com alguns proprietários em algumas das outras ligas que têm buy-in de US$ 25 a US$ 35 milhões, alguns desses proprietários, mesmo perdendo dinheiro, se sentiram bem com o fato de estarem nesta liga exclusiva, que outras pessoas simplesmente não podiam se dar ao luxo de entrar. Se a Riot tivesse lançado o VALORANT da mesma forma que a Activision Blizzard lançou a Overwatch League, o XSET VALORANT nunca teria acontecido”, disse o executivo ao Washington Post.
Para o sistema de franquias da liga norte-americana, as organização brigam por cerca de dez vagas. Sem espaço para todo mundo, algumas empresas já foram notificadas de que não foram pré-selecionadas. O resultado disso é a saída dessas organizações da modalidade do VALORANT.



