A Leviatán perdeu para a Paper Rex no VALORANT Masters London 2026 e participou de uma coletiva de imprensa logo após o confronto. Em tom tranquilo e reflexivo, jogadores e comissão técnica avaliaram a derrota, reconheceram o nível do adversário e compartilharam as impressões de jogar em uma arena lotada pela primeira vez.
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A série terminou em 2-0 para a equipe asiática, com o primeiro mapa encerrado em 13-1 e o segundo disputado de forma mais equilibrada em Lotus. A coletiva reuniu falas de todo o elenco — kiNgg, Sato, blowz, Neon e spikeziN — além do head coach Onur e do treinador assistente Jhein, que abordaram desde a experiência no palco até a análise tática do confronto.
O IMPACTO DO PALCO
Para os rookies do elenco, jogar diante de uma arena lotada foi uma experiência marcante. Eduardo Kenzo Nagahama “Sato” Sato afirmou que o público não afetou negativamente o desempenho do time. “Foi uma experiência muito mais empolgante. Eu finalmente senti algo como: uau, olha onde a gente chegou”, disse o jogador. Um dos outros jovens do elenco foi ainda mais emotivo ao descrever o momento, revelando que sonha em competir profissionalmente desde os quatro anos de idade.

Bruno “Neon” Rodríguez também demonstrou entusiasmo ao encarar a PRX. Para o jovem jogador, enfrentar uma equipe de alto nível é algo que eleva ainda mais a motivação. “Fiquei feliz de enfrentar a Paper Rex. Eles são muito bons individualmente e coletivamente. Contra um time tão forte, eu fico mais animado e feliz”, declarou, reforçando que a preparação para o confronto foi a mesma de sempre, sem tratamento diferenciado.
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O PLACAR DE 13-1 E A VIRADA DE CHAVE
O primeiro mapa terminou em um placar devastador: 13-1 para a Paper Rex. Mas Francisco Alberto “kiNgg” Aravena revelou que a reação interna do grupo foi surpreendentemente leve. “A gente só riu da situação. Não tinha muito mais o que fazer. Estávamos todos rindo: cara, fomos atropelados”, contou o capitão, acrescentando que o foco total foi redirecionado para o segundo mapa como se o primeiro nunca tivesse existido.
O treinador principal Rodrigo “Onur” Dalmagro reforçou essa postura analítica. Segundo ele, o jogo foi muito rápido, e qualquer análise profunda exige revisão de vídeo. “A Paper Rex, quando entra em ritmo, passa a pressionar mesmo em situações que não precisaria. Eles ficam muito opressivos nesse estado”, explicou, sem poupar elogios ao adversário e sem apontar erros específicos ainda sem embasamento em dados.

ANÁLISE DO PRIMEIRO MAPA
Ao longo da coletiva, um jornalista questionou o desempenho da Leviatán nos primeiros mapas das séries disputadas em 2026. Onur respondeu com calma, contextualizando os dados e pedindo equilíbrio na análise.
“Se você quer pensar que a gente começa desfocado, pode, mas o coach está garantindo que não é assim. Às vezes o rival escolhe um mapa mais forte, às vezes a gente começa em um mapa mais fraco — isso é circunstância de jogo”, afirmou o treinador. Ele encerrou o raciocínio dando crédito à Paper Rex: “Por que não dar mérito a quem jogou melhor? A Paper Rex jogou melhor que nós no primeiro mapa. A resposta mais simples é a mais correta.”
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O QUE IMPRESSIONOU NA PRX
Ao ser perguntado sobre o aspecto que mais impressionou na Paper Rex, Guilherme “blowz” Oliveira apontou a confiança nos duelos individuais como o principal diferencial. “A maior dificuldade foi trocar tiro com eles. Eles estavam muito confiantes e avançavam mesmo em desvantagem. Faltou essa confiança para a gente também”, analisou o atleta, reconhecendo que o desempenho adversário foi superior dentro do servidor naquele dia.
kiNgg, único integrante do elenco com experiência prévia contra a PRX — em 2022 —, admitiu que esse histórico pouco contribuiu para a preparação, já que o elenco adversário é completamente diferente. “Todo mundo sabe como eles jogam. O que eu pude dizer foi que a gente precisava fazer nosso próprio jogo, ganhar confiança e vencer os duelos”, resumiu o capitão.



