O coach Rodrigo “Onur” Dalmagro abriu o coração sobre o processo de construção da Leviatán durante a coletiva de imprensa do VALORANT Masters London 2026, realizada neste domingo (7). Após a vitória de virada sobre a Global Esports por 2 a 1, ele destacou a maturidade dos jovens jogadores e o quanto isso tem facilitado o trabalho da comissão técnica ao longo desta temporada.
- Masters London 2026: Leviatán enfrenta NRG valendo a classificação
- NRG e Vitality dominam e vencem na estreia do VCT Masters London 2026
- Riot Games lança cards do Pride 2026 para VALORANT; veja como resgatar
Para Onur, o elenco atual representa uma evolução clara em relação a ciclos anteriores. Ele lembrou que, no passado, jogadores como Pancho ainda carregavam responsabilidades além da idade, e que nem sempre havia clareza suficiente sobre como conduzir determinadas situações dentro do grupo.
JOVENS, MAS MADUROS
“A gente está trabalhando com meninos muito jovens, mas muito talentosos, muito maduros e muito profissionais. Isso deixa o meu trabalho como coach e o trabalho do King muito mais fácil”, disse Onur, ressaltando que o diferencial do elenco não está apenas no talento bruto, mas na postura que os atletas mais novos adotam no dia a dia competitivo.
O coach também falou sobre a aposta histórica da organização em talentos em desenvolvimento. Segundo ele, a Leviatán investiu no projeto de academia e na formação de jogadores, o que refletiu diretamente na evolução de nomes como Neon e Blow, que chegaram ao time principal com uma base mais sólida do que o habitual.
Quer ficar por dentro de tudo o que acontece no mundo do VALORANT? Então, siga o VZone nas redes sociais: Twitter, Facebook, Instagram, Threads e Bluesky.
O PAPEL DA PACIÊNCIA
“A experiência não dá para ensinar diretamente. Os meninos vão precisar passar por diferentes níveis de pressão, e eles são jogadores muito competentes. Apesar de serem muito jovens, são muito maduros. É só dar tempo, ter paciência e não transformar cada problema em um drama gigante”, completou Onur, traçando o que seria a filosofia central de desenvolvimento do clube.
A fala ganha ainda mais peso quando se considera o contexto da partida: a Leviatán chegou a estar em desvantagem após perder o primeiro mapa para a Global Esports na Pearl, mas reagiu para vencer na Fracture e Split. A capacidade de resposta do time jovem foi, na prática, a confirmação das palavras do treinador dentro de jogo.
KIÑGG E ONUR: PARCERIA EM EVOLUÇÃO
O IGL Francisco “kiNgg” Aravena complementou a visão do treinador com elogios mútuos. Ele afirmou que reencontrar Onur no mesmo projeto tem sido enriquecedor e que segue aprendendo com o coach mesmo após anos de parceria. “Aprendi no passado, continuo aprendendo no presente, e isso me ajuda muito. Ele facilita demais o meu trabalho. Então eu sempre tiro o chapéu para ele, porque o careca é incrível”, brincou o capitão chileno.
Para kiNgg, o crescimento coletivo da equipe é visível não só nos resultados, mas na forma como o grupo lida com adversidade. Ele destacou que trazer experiências do passado e combiná-las com o aprendizado constante do presente é o que tem moldado a identidade competitiva da Leviatán neste ciclo do VCT Masters London.
Fique por dentro de tudo o que rola no universo gamer com as produções da Gamers Club Media! Confira nossos vídeos e podcasts seguindo-nos no YouTube, TikTok e Spotify.
SATO E SPIKEZIN: UMA DUPLA NO PALCO MUNDIAL
Um dos momentos mais emocionantes da coletiva veio quando Eduardo “Sato” Nagahama falou sobre a experiência de jogar internacionalmente ao lado de Gustavo “SpikeziN” Rossi. Os dois dividiram anos como rivais no cenário brasileiro antes de se tornarem companheiros de equipe na Leviatán, e a primeira aparição juntos em um evento internacional foi carregada de simbolismo.
“Foi muito, muito, muito mais divertido. Eu não consigo medir em palavras o quanto eu senti aquilo. Quando eu levantava e todo mundo gritava, aquilo foi sensacional. E, sim, é uma bênção compartilhar algo assim com o Spikey, uma pessoa com quem eu jogo há muito, muito tempo. Antes éramos rivais, agora somos companheiros de equipe, e eu acho isso bem legal”, disse Sato, visivelmente emocionado ao relembrar o momento.

ONUR FARPANDO O FROST
A coletiva também teve espaço para uma alfinetada discreta, mas certeira. Onur foi questionado sobre uma possível provocação feita por FrosT, treinador da Global Esports, antes da partida — e respondeu com ironia ao constatar que o rival havia desaparecido após a derrota.
“Eu até poderia perguntar para ele, mas ele sumiu depois do jogo e nem sequer deu parabéns. Então, eu não saberia dizer se ele continua pensando a mesma coisa”, disse o coach, arrancando risos da sala. A resposta foi direta ao ponto: sem drama, mas com recado dado.
LEVIATÁN E O DESAFIO DA GLOBAL ESPORTS
Sato também analisou as dificuldades impostas pela Global Esports ao longo da partida, exaltando a identidade tática incomum do adversário. Para o brasileiro, o estilo de jogo da equipe foi ao mesmo tempo irritante e fascinante de enfrentar, especialmente pela movimentação no mapa.
“Eles jogam de um jeito bem diferente do que a gente está acostumado. Achei muito marcante a forma como eles se movimentavam pelo mapa, executando com quatro pessoas e deixando alguém mais avançado para poder voltar depois. Eles iam, voltavam, iam de novo… e isso estava funcionando bem contra a gente. O ritmo também era diferente. Foi um jogo divertido”, avaliou Sato.



