Nesta quinta-feira (7), o senador e pré-candidato à Presidência da República, Flávio Bolsonaro (PL), chamou a atenção da comunidade brasileira de esports ao publicar um vídeo utilizando o uniforme oficial da FURIA. Na peça de comunicação, o político aborda temas de segurança pública enquanto veste a camisa de uma das maiores organizações competitivas do país.
A aparição do parlamentar com o uniforme da organização reforçou o alcance cultural dos esports no Brasil e gerou debates sobre a presença cada vez maior de marcas do segmento gamer em ambientes políticos e campanhas públicas.
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A aparição do senador Flávio Bolsonaro com o uniforme da FURIA aconteceu em uma postagem recente em suas redes sociais oficiais, mais especificamente o X, causando surpresa em torcedores. Durante o conteúdo, o pré-candidato discute a proposta de redução da maioridade penal, um dos pilares centrais de sua plataforma eleitoral para o próximo pleito. Entretanto, o que gerou repercussão imediata foi o uso explícito da marca de uma das potências do Counter-Strike e VALORANT mundial.
Ademais, a utilização da camisa por Flávio Bolsonaro pode ser interpretada por parte do público como uma tentativa de aproximação com a comunidade jovem e conectada ao universo digital. Isso porque o segmento gamer tem se consolidado como um dos mercados de entretenimento mais fortes do país, especialmente entre pessoas de 16 a 35 anos.
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A movimentação, no entanto, tem sido uma estratégia presente dentro da campanha política elaborada pela família Bolsonaro. Afinal, no passado, quando ainda ainda estava em posse do cargo, o então presidente Jair Messias Bolsonaro (PL), chegou a conversar por telefone com Gabriel “FalleN” Toledo, à época jogador do MIBR, sobre os “impostos na área gamer em geral.”
Até o fechamento desta matéria, a FURIA não emitiu um posicionamento oficial sobre o uso de sua marca em uma peça de cunho político-eleitoral específica. Geralmente, organizações desse porte mantêm diretrizes rígidas sobre neutralidade e licenciamento de imagem para evitar associações partidárias que possam causar desconforto em parte de sua torcida.
É importante ressaltar que o uso de uniformes oficiais em campanhas pode gerar questionamentos jurídicos acerca do direito de propriedade intelectual das marcas envolvidas.



