O PlayStation 5 caminha para o seu sexto ano de vida em 2026 e, enquanto o mercado já especula sobre o futuro da geração, os bastidores da Sony fervem com mudanças drásticas. Segundo uma reportagem recente da Bloomberg, a gigante japonesa está reavaliando sua estratégia multiplataforma e pode interromper o lançamento de seus grandes jogos para PC. A decisão promete acalmar os fãs mais puristas da marca, mas, na contramão, frustrar a enorme base de jogadores de computador.
De acordo com fontes ouvidas pelo jornalista Jason Schreier, os planos internos para levar grandes orçamentos ao computador foram descartados nas últimas semanas. Isso significa que títulos altamente aguardados, como Ghost of Yōtei, Marvel’s Wolverine e o novo projeto de ação Saros, não devem dar as caras na Steam ou Epic Games Store.
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JOGOS COMO SERVIÇO E PARCERIAS CONTINUAM PARA PC
Em síntese, apesar do choque inicial parecer grande entre a comunidade gamer, os jogadores de PC podem evitar se preocupar com dois fatores importantes neste primeiro momento, são eles: Jogos como Serviço e Estúdios Externos. Entenda:
- Jogos como Serviço (GaaS) e Multiplayers: Títulos que dependem de engajamento contínuo e grandes comunidades precisam estar em todas as telas. É o caso de Marathon — que chega nesta sexta-feira (6) ao PC, PS5 e Xbox Series X/S — e o já confirmado MARVEL Tōkon: Fighting Souls.
- Estúdios Externos (Third-party): Jogos financiados ou publicados pela Sony, mas feitos por estúdios independentes, mantêm a estratégia multiplataforma. O aguardado Death Stranding 2: On the Beach, da Kojima Productions, chega ao PC ainda este mês. Outro exemplo é Kena: Scars of Kosmora, que segue os passos de sucessos recentes como Lost Soul Aside (lançado simultaneamente no ano passado) e Stellar Blade, que chegou ao PC após um período de exclusividade.

Assim como no passado, o foco da Sony parece voltar os olhos para os grandes lançamentos AAA single-player. Jogos como The Last of Us e God of War foram, por muito tempo, marca registrada dos consoles da desenvolvedora japonesa, antes de chegarem ao PC. Neste momento, a estratégia para o futuro caminha para repetir o que já vimos no passado da marca.
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O DILEMA DE BILHÕES E O “FATOR XBOX”
A possível mudança, sobretudo, chama a atenção, especialmente porque a investida no PC vinha sendo lucrativa. No relatório financeiro do ano fiscal de 2025, a Sony indicou que o segmento “Other Software” acumulou cerca de US$ 2,37 bilhões em receita. Franquias como God of War, The Last of Us e Spider-Man tiveram vendas expressivas nos computadores.
Com números expressivos, muitos se perguntam o que pode ter ocorrido para que a Sony retrocedesse e mudasse o rumo de suas estratégias junto a multiplataformas. Sendo assim, executivos temem que a expansão para o PC dilua a força do ecossistema PlayStation. Há um temor real de repetir os passos da rival Xbox, que, ao se transformar em uma marca amplamente multiplataforma, acabou enfraquecendo as vendas de seus próprios consoles.
Com os fortes rumores de que o próximo Xbox adotará uma arquitetura baseada em Windows, capaz de rodar jogos de PC nativamente, a Sony quer fechar as portas. A decisão de manter os jogos no PS5 garante que um futuro hardware da Microsoft jamais seja capaz de rodar pesos-pesados da PlayStation Studios, caso do God of War: Sons of Sparta.
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