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Elenco da Team Liquid se emociona ao lembrar trajetória vencedora do Championship Seoul

Jogadoras da Cavalaria vão às lágrimas, após relembrar caminhada rumo ao título do mundial inclusivo de VALORANT

A Team Liquid se tornou campeã do VALORANT Game Changers Championship 2025 pela primeira vez em sua história, ao bater a Shopify Rebellion Gold por 3 a 2 na manhã deste domingo (30). A partida marcou o fim de uma trajetória de muita luta, lembrada por todas as jogadoras do elenco, que enfatizam a importância de cada passo dado, até a conquista do torneio mundial da modalidade inclusiva.

Capitã da Cavalaria e MVP da competição em Seoul, Natália “daiki” Vilela não deixou de exaltar as pessoas que ajudaram no processo rumo ao topo do mundo e valoriza processo de aprendizado desde que iniciou trajetória como pro-player.

Eu não tinha nada. Não tinha periférico, não tinha PC, não tinha contato nenhum, eu não sabia nada de jogo. Tudo que eu sei, tudo que eu aprendi foi com outras pessoas, foi ouvindo, sabendo escutar, eu sempre fui uma pessoa que quis aprender muito e graças a isso, graças a pessoas muito boas na minha vida, eu consegui melhorar bastante em diversos aspectos dentro e fora de jogo. Eu sou muito grata a cada uma delas“, disse a capitã.

Por outro lado, Julia “Jelly” Iris falou sobre como se sente representando a comunidade trans nos Esports e a importância de seu papel nesse meio, sendo reconhecida mundialmente, ao conquistar a glória máxima na modalidade.

Desde que eu entrei no Game Changers, não tinha muita representatividade trans no cenário e eu queria poder mudar isso. Desde então, meu maior objetivo vem sendo ser a melhor versão de mim mesma, para poder aumentar essa representação, poder inspirar novas pessoas a não ter o medo que eu tinha quando eu comecei a jogar (…) eu tenho certeza que tem muitas pessoas que me acham como inspiração e eu estou muito feliz de poder fazer elas felizes

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Letícia “joojina” Paiva destacou a importância da vivência ao lado de suas companheiras de equipe, que se transformaram em família com o passar dos anos. Afinal, a paraense deixou todo o seu laço familiar para ir em busca do sonho de se tornar atleta.

Eu sinto que o time que eu estou hoje, há um tempinho já, é uma família para mim. Eu não tenho problema nenhum em não estrelar, em não matar muito, porque eu sei que as meninas confiam em mim e sei que quando elas precisarem de mim, eu vou estar lá

Ao lado da mãe e do irmão, que acompanharam toda a campanha direto da Coreia do Sul, Vitoria “bizerra” Vieira enfatiza como a família ajudou a ter confiança de que a jogadora poderia ser campeã do GCC.

Eles estarem aqui vivenciando esse sonho comigo é uma coisa que eu nunca imaginei. Minha mãe e meu irmão viajaram do outro lado do mundo para me ver, é uma coisa bizarra de imaginar. Quatro anos atrás eu nunca ia imaginar que isso estaria acontecendo na minha vida, nunca mesmo

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Por fim, Isabeli “isaa” Esser encerrou falando sobre sua superação na Cavalaria, em um ano de altos e baixos, a sentinela da equipe recebeu críticas por sua atuação no GCC, porém, foi crucial para o título vir ao Brasil na Grande Final.

Quando eu mudei para sentinela, eu ainda estava confortável, mas na época que eu mudei para flex, ano passado, eu desempenhei muito mal e estava me sentindo muito desconfortável. Eu acho que conversar com o time, voltar para minha função, ter o apoio delas sempre foi muito importante. Mais importante ainda, foi eu mesma, nunca deixei de acreditar em mim, sempre soube do meu potencial e eu acho que é por isso que eu consegui dar a volta por cima