O brasileiro Douglas “dgzin” De Santana Da Silva revelou frustração após a derrota da Evil Geniuses (EG) para a 100 Thieves na estreia do VCT Americas 2026, disputada no último sábado (11). Em entrevista exclusiva ao VZone, o duelista foi direto ao ponto e não poupou autocrítica sobre o desempenho da equipe durante a partida.
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A EG foi derrotada por 2 a 0, com parciais de 13 a 8 no Haven e 13 a 4 no Breeze, encerrando uma preparação de quase dois meses com um resultado aquém das expectativas. O time, que vinha treinando cenários competitivos desde o início do ano, não conseguiu traduzir o trabalho dos treinos para o palco do campeonato.
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FRUSTRAÇÃO E ANÁLISE DA DERROTA
Apesar de reconhecer que o tech pause deu um certo alívio durante a partida, dgzin deixou claro que o recurso não foi o fator decisivo para o resultado negativo. Para o brasileiro, o problema foi muito mais profundo e coletivo: o time simplesmente não performou no nível esperado.
“Acho que hoje a gente jogou muito mal como time, essa parada me frustrou muito, porque querendo ou não a gente tá quase dois meses treinando”, declarou dgzin ao VZone. Ele ressaltou que a equipe já havia passado por inúmeros cenários difíceis durante a preparação e tinha estrutura emocional para lidar com pressão, mas a estreia em palco trouxe variáveis diferentes dos treinos rotineiros.

FALTA DE SINCRONIA COLETIVA
Na avaliação de dgzin, o principal problema da EG contra a 100 Thieves foi a falta de coerência no jogo coletivo. O time começou a acelerar situações desnecessárias, tomando decisões fora do planejado e se colocando em posições vulneráveis ao longo dos mapas.
“A gente começou a acelerar um jogo que não precisava, falando coisas que não precisava. Isso faz a gente se colocar em situações ruins”, explicou o brasileiro. Ele destacou que, diante de um adversário experiente e calmo como a 100 Thieves, qualquer desequilíbrio emocional é rapidamente punido, e foi exatamente o que aconteceu no Haven e no Breeze.
“Quando você joga contra um time bom, que joga calmo, os caras sabem punir isso. A gente deu o jogo na mão deles”, admitiu dgzin, sintetizando o que custou a vitória à EG. Para ele, a solução passa por ser mais coerente com o que o jogo está mostrando e evitar criar pressões imaginárias que prejudicam a tomada de decisão.
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AUTOCRÍTICA INDIVIDUAL
Além dos erros coletivos, dgzin também voltou a lente para si mesmo. O duelista reconheceu que, quando o time entra em euforia, ele também acaba se colocando em posições desvantajosas, o que compromete não só o seu rendimento individual, mas o jogo de todo o time.
“Isso rolou bastante hoje, principalmente na Haven. Eu não consegui desempenhar como eu queria”, confessou dgzin. Mesmo assim, o brasileiro mostrou confiança na sua capacidade de reagir: ele afirma usar a pressão de forma positiva, se preparando diariamente para chegar confiante a cada partida.
“Eu fico frustrado quando não consigo jogar o meu jogo, porque eu sei que posso muito mais do que isso”, finalizou o jogador da EG. A equipe segue no VCT Americas 2026 e terá a oportunidade de se redimir na próxima sexta-feira (17) contra a FURIA.



