O duelista Nikita “Derke” Sirmitev, da Team Vitality, usou as redes sociais para criticar uma prática que vem acontecendo em rounds decisivos do VCT: adversários que olham para o mouse e o teclado do rival durante um 1v1 para identificar se ele está defusando a spike ou não. Em resposta ao jogador, o diretor global do VCT, Leo Faria, confirmou que a Riot Games vai implementar mudanças ainda no Masters London 2026.
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Segundo Derke, a situação ocorreu em mais de uma ocasião ao longo desta temporada e também na anterior, envolvendo a sua equipe e outros times. O jogador afirmou não ter visto nenhuma tentativa de resolver o problema até o momento em que fez a publicação, apesar de o incidente já ter aparecido em clipes que circularam entre os fãs do jogo.
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O PROBLEMA NO PALCO
A raiz da questão está no formato físico dos eventos presenciais do VCT. Diferentemente de outros jogos competitivos, no VALORANT os jogadores ficam sentados frente a frente no palco, o que permite que um competidor, em determinadas situações, observe fisicamente o computador do adversário. Em um round de 1v1 pós-plante, basta olhar para o mouse e o teclado do oponente para descobrir se ele está executando a animação de defuse na spike.
Derke destacou que a situação não ocorre em outros jogos competitivos justamente por conta do arranjo físico único do VCT, e pediu que o problema fosse endereçado sem transformar o debate em um ataque pessoal aos jogadores envolvidos. “Eu também não quero trazer nenhum ódio aos jogadores ou a quem quer que faça isso, só acho que isso pode impactar alguns rounds importantes e espero que seja resolvido”, escreveu o jogador.
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A RESPOSTA DA RIOT GAMES
Leo Faria respondeu publicamente e prometeu uma solução simples, já utilizada anteriormente no VCT Americas: a adição de uma aba nas mesas que cobre as mãos e os pulsos dos competidores, impedindo a visualização dos periféricos. “Vamos implementar uma solução simples ainda neste evento, que já usamos no VCT Americas antes, que é adicionar uma aba nas mesas cobrindo mãos e pulsos”, afirmou o dirigente. A medida deve ser implementada ainda no Masters Londres 2026, provavelmente a partir dos playoffs, que começam no dia 12 de junho.
O dirigente também aproveitou para lembrar que o circuito já utiliza barras de luz instaladas na frente das mesas, posicionadas em ângulo, justamente para evitar outro tipo de vantagem indevida. Esse recurso impede, por exemplo, que o reflexo do monitor revele informações ao adversário, como a posição de um jogador dentro do pit da Viper.



