A comunidade do VALORANT voltou a discutir os problemas enfrentados pelas equipes do Brasil no VCT Americas. Em um dos piores anos desde a entrada do país no sistema de franquias, LOUD, 2GAME, MIBR e FURIA acumulam apenas uma vitória em oito jogos, ocupando as últimas colocações da competição.
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O debate ganhou força após a segunda rodada, em que todos os times brasileiros foram derrotados. Torcedores, analistas e profissionais do cenário apontam que a situação é resultado de uma combinação de fatores administrativos, estruturais e competitivos.
O manager da Elevate, Juan, criticou duramente a Riot Games pelo modelo de franquias centralizado nos Estados Unidos. Segundo ele, o Brasil sofre pela dificuldade de obter vistos, impedindo que novos talentos sejam aproveitados. “Enquanto a franquia continuar sendo nos EUA, a gente vai seguir passando vergonha. É injusto demais o Brasil não poder usar suas principais promessas por causa de problema de visto”, desabafou.
Além disso, Juan destacou que a falta de oportunidades e o enfraquecimento do tier 2 brasileiro criam um ciclo negativo. Jogadores promissores acabam migrando para outras regiões, como a LATAM, que já entendeu onde investir e como se fortalecer.
O perfil @VCTatualizado também levantou pontos críticos sobre o formato do torneio. “O grande problema é o fato do VCT Americas ter um local fixo todos os anos, em Los Angeles, isso prejudica completamente o tier 2, a base do nosso cenário”, afirmou. Segundo o perfil, os times norte-americanos são favorecidos, enquanto os brasileiros enfrentam condições desiguais de treinamento.
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“PRECISAMOS DE UM SPLIT NO BRASIL”, DIZ ANALISTA
A analista @mayadotexe destacou que parte das dificuldades enfrentadas pelas equipes brasileiras no VCT Americas está ligada à burocracia para entrada nos EUA, e não apenas ao modelo de franquias.
“A América do Sul está em dificuldades. Os times da SA têm travado uma batalha dura desde o início das franquias devido às dificuldades administrativas”, afirmou.
Como solução, ela propõe que a Riot adote um sistema de sede rotativa, com ao menos um split realizado no Brasil, o que facilitaria a obtenção de vistos e aumentaria a integração entre os times sul-americanos e norte-americanos.
Apesar disso, Maya pondera que o mau desempenho não pode ser explicado só por fatores externos:
“O Brasil está com um recorde de 1-7. Só um dos times pode culpar problemas de visto. O restante precisa aproveitar melhor os recursos disponíveis.”
Apesar das críticas, muitos lembram que o desempenho atual não pode ser justificado apenas por fatores externos. Com um histórico de apenas uma vitória em oito jogos, é consenso que os times precisam se reinventar. Estratégias, contratações e até a internacionalização das equipes foram citadas como soluções possíveis para evitar que o Brasil perca protagonismo no VALORANT.
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