Os melhores jogos do gênero FPS costumam envelhecer quando os mapas começam a ficar na memória — mas existe uma solução: a geração procedural. Ela garante que cada partida seja diferente da anterior, elevando o fator de replayability a um nível quase infinito. Seja em roguelikes frenéticos ou em enormes RPGs espaciais, há opções para todos os gostos.
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A geração procedural usa algoritmos para criar cenários, distribuição de inimigos e itens de forma aleatória a cada rodada. Isso significa que mesmo após dezenas de horas de jogo, os mapas e os desafios continuam surpreendendo o jogador em cada nova run.
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OS JOGOS E COMO FUNCIONA A RANDOMIZAÇÃO
Antes de mergulhar em cada título, veja um panorama geral de todos os jogos da lista e como cada um aplica a geração procedural:
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| Jogo | Tipo | Como a randomização funciona |
|---|---|---|
| Deep Rock Galactic | Shooter cooperativo | Minas regeneram a cada missão |
| Roboquest | Roguelike shooter | Mapas e armas mudam entre runs |
| Mullet Madjack | Roguelike FPS cyberpunk | Salas, inimigos e itens randomizados |
| Post Void | Roguelike FPS indie | Fases curtas com layout variável |
| Wild Bastards | Roguelike space western | Áreas opcionais geradas aleatoriamente |
| Prey: Mooncrash | Roguelike DLC | Layout da base lunar muda por run |
| Abyssus | Roguelike shooter | Salas de masmorra subaquática variam |
| Deadzone: Rogue | Roguelike FPS espacial | Versões da nave mudam a cada run |
| Gunfire Reborn | Roguelike shooter | Inimigos, armas e upgrades variam |
| Starfield | RPG open world espacial | Planetas gerados proceduralmente |
DEEP ROCK GALACTIC

Considerado um dos melhores shooters cooperativos já feitos, Deep Rock Galactic coloca jogadores no papel de anões espaciais que exploram minas geradas proceduralmente em missão atrás de missão. A cada nova excursão, as cavernas se regeneram completamente, com objetivos, inimigos e recursos em posições diferentes.
O que torna o jogo especial:
- Quatro classes jogáveis com loadouts personalizáveis
- Minas 100% regeneradas a cada missão
- Progressão de habilidades que expande com o tempo
- Dinâmica cooperativa que lembra Left 4 Dead ambientado no espaço
O jogo continua recebendo atualizações regulares em 2026, mantendo a base de jogadores ativa.
ROBOQUEST E MULLET MADJACK

Dois dos roguelikes FPS mais dinâmicos da lista compartilham uma coisa em comum: não deixam o jogador parado por um segundo sequer.
Roboquest é estrelado por um robô explorador que, ao ser destruído em missão, é recuperado e reiniciado no acampamento base. Os mapas se randomizam completamente entre as runs, começando por um bioma de cânion e expandindo para áreas mais variadas conforme o jogador avança. As armas — como pistolas de gelo e rifles de energia — também aparecem de forma aleatória, junto a upgrades permanentes e temporários.
Mullet Madjack, desenvolvido pelo estúdio brasileiro Hammer95 Studios, tem estética de anime cyberpunk dos anos 80 e 90. Cada sala é gerada aleatoriamente com combinações diferentes de:
- Inimigos em layouts variados
- Armadilhas elétricas e ventiladores
- Máquinas de venda e itens interativos
- Oportunidades de kills criativos para ganhar pontos
A mecânica central exige que o jogador mantenha a adrenalina alta matando inimigos sem parar — parar significa morrer. É um dos jogos mais dinâmicos da lista, com uma identidade visual absolutamente única.
POST VOID E WILD BASTARDS

Dois títulos que apostam em estilos completamente diferentes, mas igualmente viciantes.
Post Void tem visuais pixelados e psicodélicos que lembram desenhos animados dos anos 90. O personagem carrega um ídolo em uma mão e uma arma na outra — o ídolo drena energia enquanto o jogador fica parado ou leva dano, e só matar inimigos recarrega a vida. As fases são curtas e rápidas como uma run de Hotline Miami, e reiniciar é quase instantâneo.
Wild Bastards segue uma estrutura diferente, mais estratégica. Veja como funciona uma run típica:
- Selecione os personagens do grupo de fora-da-lei para levar na missão
- Acesse o mapa procedural com áreas principais e opcionais
- Explore áreas secretas para coletar upgrades de risco e recompensa
- Use as habilidades únicas de cada personagem para sobreviver
- Complete os objetivos principais antes de ser eliminado
A mistura de visual estilizado com mecânicas de decisão estratégica transforma cada run em uma experiência singular.
PREY: MOONCRASH E ABYSSUS

Dois roguelikes que capturam bem o clima de tensão e horror dentro do gênero FPS.
Prey: Mooncrash é uma expansão standalone do aclamado Prey, ambientada em uma base lunar com layout completamente randomizado a cada nova run. Os destaques incluem:
- Múltiplos personagens jogáveis, cada um com missões próprias
- Blueprints encontrados durante as runs para craftar equipamentos
- Elementos de horror potencializados sem as pausas do jogo original
- Seções externas na superfície lunar como diversão extra
Abyssus é um roguelike shooter subaquático que vai agradar fãs de BioShock pela ambientação em uma masmorra evolutiva no fundo do oceano. As armas têm aparência industrial e podem ser aprimoradas com ouro coletado ao longo das runs. O co-op para até quatro jogadores aumenta ainda mais o fator de rejogabilidade, e a experiência se expande bastante conforme o jogador avança para biomas mais criativos.
DEADZONE: ROGUE E GUNFIRE REBORN

Dois shooters com propostas visuais opostas, mas com rejogabilidade igualmente alta.
Deadzone: Rogue é um dos mais impressionantes da lista em termos de apresentação. O jogador acorda em uma nave espacial sem memória, e uma narrativa surpreendente — com o personagem comentando os próprios eventos — acompanha cada nova versão da nave randomizada. O jogo está chegando a novos consoles em 2026, expandindo seu alcance. A liberdade de movimentação e o arsenal variado fazem dele um dos melhores exemplos de roguelike moderno.
Gunfire Reborn segue o caminho oposto em estética, com visuais coloridos e personagens que são bichinhos antropomórficos em batalhas caóticas. Confira o que varia entre as partidas:
- Posicionamento e tipo de inimigos em cada área
- Armas disponíveis durante a run — de rifles a bestas e adagas flamejantes
- Localização de upgrades permanentes e temporários
- Combinações de habilidades mágicas desbloqueadas
É a escolha ideal para quem quer algo mais acessível visualmente, sem abrir mão de desafio e co-op.
STARFIELD

Fechando a lista, Starfield é o único RPG de mundo aberto da seleção, e o que aplica a geração procedural em maior escala. A Bethesda usou um motor interno para definir quais planetas teriam estruturas e missões elaboradas — e quais seriam vastos e selvagens, sem presença humana.
Como a randomização funciona em Starfield:
- Alguns planetas são totalmente handcrafted, com quests e NPCs
- Outros são gerados proceduralmente com biomas ricos, mas vazios
- Estruturas abandonadas podem ou não aparecer dependendo do planeta
- A exploração espacial livre garante que nenhuma sessão seja igual
Embora seja um RPG em sua essência, o sistema de tiro é um dos mais refinados da franquia Bethesda. Para quem curte exploração espacial com doses de aleatoriedade, Starfield oferece centenas de horas de conteúdo.



